Data: 23/08/2021 Tags: Brasil | Ecologia | Crime ambiental | Incêndio | Franco da Rocha | Juquery

Parque Estadual do Juquery, atingido por incêndio, abriga último grande remanescente de Cerrado da Grande SP

Imagem da internet (divulgação)

O Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha, que já teve cerca de 60% da vegetação queimada em um incêndio de grandes proporções, abriga o último grande remanescente de Cerrado da Região Metropolitana de São Paulo.

O fogo foi causado pela queda de um balão na manhã deste domingo (22/08). Nesta segunda, cerca de 70 brigadistas do Corpo de Bombeiros continuavam combatendo as chamas, com a ajuda de dois helicópteros Águia da Polícia Militar.

O parque foi criado em 1993, com o objetivo de conservar mata nativa e áreas de mananciais do Sistema Cantareira.

Além do Cerrado, o parque de dois mil hectares também abriga remanescentes de Mata Atlântica.

Segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, no local foram registradas espécies da fauna e da flora como cachorros-do-mato, veados-campeiros, jaguatiricas, frutas-do-lobo, angicos, copaíbas e cambarás.

A principal atração é o "Ovo do Pato", um mirante que fica a 942 metros de altura. De lá, é possível avistar a seriema, ave típica do Cerrado que é símbolo do parque.

O nome do parque foi dado em homenagem a uma planta que os indígenas encontravam em abundância às margens dos rios: a Yu-Kery, da qual extraíam sal para temperar alimentos.

Incêndios e ameaças


Não é a primeira vez que a queda de uma balão causa destruição no local. Em 2017, cerca de 200 hectares - 10% do parque - foram consumidos pelas chamas causadas pela queda de um balão.

Quatro anos depois, o parque revive, desta vez de maneira mais trágica, os incêndios criminosos.

O parque


Imagem da internet (divulgação)

Segundo Walkiria Zanquini, tenente do Corpo de Bombeiros, mais de 1.200 hectares, ou seja, 60% da vegetação, já foi queimada.

A tenente explicou que é uma ocorrência complexa e que exige muito trabalho manual, já que os caminhões de água não conseguem entrar em alguns trechos do parque. "É um trabalho de formiguinha, com bombeiros usando bombas manuais, um equipamento que leva mais de 20 litros de água nas costas".

Zanquini disse ainda que os profissionais não conseguem prever o caminho do fogo. "É um fogo que se alastra muito rápido, a gente não tem dimensão de que parte ele vai atingir porque o fogo caminha junto com o vento, e se o vento muda de direção, o incêndio muda de direção. Ele é imprevisível", disse a tenente.

As cinzas do incêndio no parque estadual foram transportados pelo vento para a capital paulista e moradores de diversas regiões relataram uma "chuva de fuligem" invadindo casas desde a tarde de domingo (22/08).

O major Marcos das Neves Palumbo, do Corpo de Bombeiros, informou que a corporação recebeu 2.360 chamados para incêndio em vegetação na Região Metropolitana de São Paulo neste final de semana.
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