Data: 26/11/2021 Tags: Brasil | Política | Corrida | Presidencial | Eleições 2022

Com a entrada da Senadora Simone Tebet no jogo, corrida ao Planalto se afunila ainda mais

Imagem da Internet (divulgação)

A pouco menos de um ano para as eleições à Presidência da República, aumenta a movimentação de partidos que buscam se apresentar como alternativa à polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder nas pesquisas de intenção de voto, e o presidente Jair Bolsonaro.

Mais um nome foi acrescentado, ontem, na corrida pelo Palácio do Planalto. O MDB anunciou a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS).

A parlamentar se junta nessa disputa ao colega de Casa, Alessandro Vieira (SE), pré-candidato pelo Cidadania; ao ex-juiz Sergio Moro (Podemos); ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT); ao cientista político Luiz Felipe d'Avila (Novo) e ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (União Brasil). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), ainda não confirmou oficialmente sua candidatura, mas o presidente do PSD, Gilberto Kassab, já anunciou que ele representará o partido nas eleições. O PSDB também lançará candidato, mas as prévias do partido estão tumultuadas, concorrem os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, além do ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. Por sua vez, o Avante deve lançar o deputado André Janones (MG).

Mandetta desmentiu, ontem, que deixará a disputa. "Eu sempre disse que posso ser candidato ou posso apoiar outro candidato, mas jamais desistirei do Brasil. Médico não abandona paciente. Meu nome continua à disposição", ressaltou. "A fusão de DEM/PSL (que criou o União Brasil) vai amadurecer. O que realmente precisamos debater são ideias, com transparência e humildade."

Na avaliação de Alessandro Vieira, o excesso de postulantes ao Planalto é positivo para o debate de ideias. "A etapa em que nós nos encontramos é justamente de apresentação de nomes e de propostas. Mais adiante, espero que lá para fevereiro ou março, a gente possa iniciar uma segunda etapa, que é de concentração de uma candidatura ou a menor quantidade possível de candidaturas nesse espaço da terceira via. Queremos viabilizar esse caminho, e nos parece ser o melhor para o Brasil", argumentou.

Santos Cruz


Sob a justificativa de apoiar a candidatura de Moro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro, se filiou, ontem, ao Podemos. Ele não disse, porém, se concorrerá a algum cargo no pleito de 2022.

Em seu discurso, Santos Cruz enfatizou que o Brasil não deve buscar "Salvadores da pátria" e defendeu o fim da recondução à Presidência da República. "Uma das primeiras medidas é acabar com a reeleição, que está distorcendo todo o comportamento político. Nós estamos assistindo a isso. O Dr. Moro falou que uma das primeiras medidas (se eleito) será acabar com a reeleição, e eu concordo que essa é uma boa medida para o Brasil", sustentou.

Santos Cruz ressaltou, ainda, a importância de temas como diálogo e transparência como reforços à democracia, que, segundo ele, precisa ser "traduzida" para o bem da população.

"Democracia significa aperfeiçoamento das instituições. As instituições não podem ser aparelhadas. Populismo não pode ser aceito. Nós precisamos traduzir o que é democracia e traduzir isso em água, alimentação, emprego, honestidade, boa administração, transparência, escola, saúde".

Moro, por sua vez, rasgou elogios ao general. "(Santos Cruz) compôs o atual governo tendo esperança de que poderia dar certo. Não teve nenhum receio de se retirar quando percebeu que, na verdade, o plano do governo não era construir um país melhor, mas atender objetivos pessoais do governante do momento. Isso demonstra desprendimento, caráter e credibilidade", discursou.

Segundo o general Paulo Chagas, o grupo de militares que se decepcionou com Bolsonaro, como ele e Santos Cruz, e que busca uma terceira opção, encontrou em Moro a alternativa. "Neste momento, ele é a melhor opção, mas é cedo para dizer que é o melhor em definitivo. Dentro desse universo já apresentado, ele entra um certo handicap", afirmou. "Ainda falta tempo, e quanto mais tarde for essa decisão, melhor. O avanço de Moro vem deixando bolsonaristas e petistas apavorados por aparecer bem ranqueado nas pesquisas", acrescentou.

Afunilamento


Na avaliação de Leonardo Queiroz Leite, cientista político e doutor em administração pública pela FGV-SP, "Moro afunila a terceira via, porque ele elimina todos os demais. Os que estão abaixo dele nas pesquisas, percebe-se que não terão expressão no futuro. Moro também tende a galvanizar parte do eleitorado de direita que ia com Bolsonaro e está insatisfeita com o governo.", destacou. "No médio prazo, entre abril e março, vamos ter a oficialização das candidaturas. Parece-me que Moro vai crescer, e esses candidatos que vinham abaixo tendem, sim, a desidratar".

A opinião é compartilhada pelo cientista político Valdir Pucci. "Moro e Bolsonaro dividem, praticamente, o mesmo eleitorado. Muitas pessoas que votaram em Bolsonaro e apoiaram a Operação Lava-Jato se decepcionaram com este governo por não ampliar a política anticorrupção.", argumentou. "Moro pode tomar votos, principalmente de Bolsonaro, em especial bolsonaristas arrependidos".
Imagem da Internet (divulgação)

Whindersson Nunes anuncia último espetáculo para 2022

Whindersson Nunes já tem data para encerrar suas apresentações. Em um desabafo no Twitter nesta segunda-feira (20/12), o humorista disse que seu último espetáculo, chamado "Isso não é um culto", acontecerá em 2022.

Imagem da Internet (divulgação)

Apple é avaliada em US$ 3 trilhões, o dobro do PIB do Brasil

A Apple se tornou na segunda-feira, 03/01, a primeira empresa de capital aberto a atingir o valor de US$ 3 trilhões, mantendo a dona do iPhone como a companhia mais valiosa do mundo. A empresa já havia quebrado o recorde do US$ 1 trilhão, em agosto de 2018, e dos US$ 2 trilhões, em agosto de 2020.